{"id":19423,"date":"2023-10-10T14:45:22","date_gmt":"2023-10-10T21:45:22","guid":{"rendered":"https:\/\/vccflegacy.wpenginepowered.com\/?p=19423"},"modified":"2026-01-30T15:08:55","modified_gmt":"2026-01-30T23:08:55","slug":"vccf-donor-spotlight-interview-with-catherine-sepulveda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vccf.org\/pt\/vccf-donor-spotlight-interview-with-catherine-sepulveda\/","title":{"rendered":"Destaque para o doador da VCCF: Entrevista com Catherine Sepulveda"},"content":{"rendered":"<p>A cliente doadora da VCCF em destaque este m\u00eas, Catherine Sepulveda, traz uma perspetiva \u00fanica \u00e0 sua filantropia como copresidente da VCCF Donor Peer Network, para al\u00e9m da sua lideran\u00e7a no Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da VCCF e do seu entusiasmo pelo apoio \u00e0 educa\u00e7\u00e3o na nossa comunidade. A DPN \u00e9 um grupo criado para ajudar a fomentar as rela\u00e7\u00f5es entre os clientes doadores da VCCF, para aprender mais sobre as paix\u00f5es filantr\u00f3picas de cada um e os desafios que o Condado de Ventura enfrenta.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"819\" src=\"https:\/\/vccf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/catherine-sepulveda-with-brother-in-sucre-bolivia-scaled-1-1024x819.jpg\" alt=\"Catherine and her brother in Sucre, Bolivia\" class=\"wp-image-19426\" style=\"width:429px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/vccf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/catherine-sepulveda-with-brother-in-sucre-bolivia-scaled-1-1024x819.jpg 1024w, https:\/\/vccf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/catherine-sepulveda-with-brother-in-sucre-bolivia-scaled-1-300x240.jpg 300w, https:\/\/vccf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/catherine-sepulveda-with-brother-in-sucre-bolivia-scaled-1-768x614.jpg 768w, https:\/\/vccf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/catherine-sepulveda-with-brother-in-sucre-bolivia-scaled-1-1536x1229.jpg 1536w, https:\/\/vccf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/catherine-sepulveda-with-brother-in-sucre-bolivia-scaled-1-15x12.jpg 15w, https:\/\/vccf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/catherine-sepulveda-with-brother-in-sucre-bolivia-scaled-1.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Catherine e o seu irm\u00e3o em Sucre, Bol\u00edvia<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\"O que \u00e9 maravilhoso \u00e9 ouvir as hist\u00f3rias de outros dadores e ver o que eles fazem\", disse Catherine. \"Torna-se uma cultura da qual fazemos parte e que se torna ainda mais contagiosa. Aprendi tantas coisas que n\u00e3o saberia, sobre organiza\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos, indiv\u00edduos e organiza\u00e7\u00f5es e todo o bem que fazem.\"<\/p>\n\n\n\n<p>Catherine nasceu em Augusta, Ge\u00f3rgia, mas a sua fam\u00edlia mudou-se tr\u00eas vezes entre a Alemanha e os Estados Unidos devido ao servi\u00e7o militar do seu pai. Aos 21 anos, Catherine estabeleceu-se na Calif\u00f3rnia para frequentar a faculdade de Direito. Vivendo no condado de Ventura, casou-se com o falecido Ray Sepulveda e teve uma filha, Rena. O casal trabalhou em conjunto na Santa Paula High School, Ray como professor de ci\u00eancias e Catherine a gerir a livraria da escola.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1999, Ray e Catherine criaram a Academia de Ci\u00eancias Agr\u00edcolas, um rigoroso programa de quatro anos de prepara\u00e7\u00e3o para o ensino superior e de honra que proporcionava aos alunos experi\u00eancia pr\u00e1tica e orienta\u00e7\u00e3o. Um dos requisitos do curr\u00edculo era que os alunos tinham de apresentar uma candidatura a uma faculdade, uma vez que a SPHS tinha baixas taxas de frequ\u00eancia universit\u00e1ria na altura. Catherine tamb\u00e9m ajudou a angariar fundos para a bolsa de estudo da academia, para ajudar a eliminar a barreira das despesas da faculdade para os alunos. Ray faleceu em 2001, no mesmo ano em que todo o primeiro grupo de licenciados da academia foi aceite nas principais universidades de quatro anos, sendo 16 dos 22 os primeiros nas suas fam\u00edlias a frequentar a universidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A morte de Ray afectou toda a comunidade e Catherine ficou motivada para manter a bolsa de estudo. Contactou a VCCF para criar o fundo de bolsas de estudo em parceria com Thelma Garcia, a co-fundadora do fundo, que na altura estava a dissolver a sua pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos sediada em Los Angeles. Anos mais tarde, Catherine tornou-se uma parte essencial da VCCF, servindo como copresidente da DPN e membro da Dire\u00e7\u00e3o da VCCF.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\"<\/strong>Fazer parte do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da VCCF \u00e9 um dos pontos altos da minha filantropia, porque tenho a oportunidade de ver pessoas fant\u00e1sticas com altru\u00edsmo, que v\u00eam constantemente de um lugar de d\u00e1diva, de amor, de aceita\u00e7\u00e3o\", afirmou Catherine. \"Penso que isso me torna uma pessoa melhor, porque me influenciam s\u00f3 de ver o que fazem, o que dizem e como vivem as suas vidas.\"<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Viajou muito ao longo da sua vida. Isso influenciou a forma como v\u00ea a ideia de um \"mundo partilhado\" na sua doa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"604\" height=\"453\" src=\"https:\/\/vccf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/catherine-sepulvedar-pictured-right-in-gobi-desest-mongolia.jpg\" alt=\"Three people sit atop camels in the Gobi Desert\" class=\"wp-image-19427\" style=\"width:420px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/vccf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/catherine-sepulvedar-pictured-right-in-gobi-desest-mongolia.jpg 604w, https:\/\/vccf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/catherine-sepulvedar-pictured-right-in-gobi-desest-mongolia-300x225.jpg 300w, https:\/\/vccf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/catherine-sepulvedar-pictured-right-in-gobi-desest-mongolia-16x12.jpg 16w\" sizes=\"auto, (max-width: 604px) 100vw, 604px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Catherine, na foto da direita, monta um camelo no deserto de Gobi, na Mong\u00f3lia<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Sem d\u00favida. Estamos todos t\u00e3o ligados e, independentemente do s\u00edtio do mundo onde vamos, partilhamos muito mais do que as nossas diferen\u00e7as, porque temos as nossas fam\u00edlias que amamos, amamos os nossos filhos, todos queremos uma boa casa, comida e bons cuidados m\u00e9dicos, e isso \u00e9 universal. A maior parte da forma como as pessoas pensam e vivem as suas vidas \u00e9 universal. E o que as viagens tamb\u00e9m fizeram por mim foi aprender a ser o \"outro\", n\u00e3o s\u00f3 porque estava num pa\u00eds estrangeiro, mas por vezes at\u00e9 nos Estados Unidos, porque era sempre o mi\u00fado novo. E h\u00e1 um certo grau de intimida\u00e7\u00e3o que se sente por ser sempre a pessoa nova. Conhe\u00e7o pessoas que imigraram para c\u00e1, como se devem estar a sentir por serem de outro lugar e estarem a tentar integrar-se, e isso est\u00e1 a dar-me empatia e sensibilidade. Penso que isso tamb\u00e9m contribuiu para a minha filantropia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Poderia descrever alguns dos pontos altos dos pa\u00edses que visitou?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tenho um irm\u00e3o que \u00e9 antrop\u00f3logo, por isso fui a alguns s\u00edtios invulgares com ele. Passei um m\u00eas na Mong\u00f3lia, quando ele estava a viver l\u00e1, e andei de camelo no deserto de Gobi. E fui \u00e0s Dunas Cantantes e aos Penhascos Vermelhos. Fiquei a saber, quando l\u00e1 estive, que os dinossauros andavam por l\u00e1 e que ainda l\u00e1 h\u00e1 muitos ossos de dinossauros. Ent\u00e3o, um dia fui l\u00e1 e vi-os, e isso deu-me uma sensa\u00e7\u00e3o de... H\u00e1 nascimento e morte, e tudo o que est\u00e1 no meio est\u00e1 num continuum, porque aqui eu estava onde todos estes ossos de dinossauro estavam, e pod\u00edamos apanh\u00e1-los da terra atrav\u00e9s do barro vermelho e segur\u00e1-los. E foi uma sensa\u00e7\u00e3o incr\u00edvel, porque nem sequer sei quantos milhares de anos aquilo deve ter. E muda a forma como uma pessoa pensa quando pode ter uma experi\u00eancia como essa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual foi a primeira vez que contactou com a Ventura County Community Foundation?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outra hist\u00f3ria fascinante, Rodney Fernandez fundou a Cabrillo Economic Development Corporation. Foi um pioneiro na constru\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00f5es para trabalhadores agr\u00edcolas. Cresceu com o meu marido. Ambos tinham pais imigrantes; conheciam-se desde os 5 anos de idade. Sempre foram grandes amigos e, quando o Ray faleceu, fui ter com o Rodney e disse-lhe: \"Gostava mesmo de aplicar este dinheiro num s\u00edtio onde pudesse crescer e eu pudesse ter influ\u00eancia e servir mais crian\u00e7as de trabalhadores agr\u00edcolas\", porque a bolsa de estudo dava \u00eanfase aos filhos de trabalhadores agr\u00edcolas. Ele tinha neg\u00f3cios com Kate McLean, que era a diretora executiva (da VCCF) na altura. Por isso, marcou uma reuni\u00e3o e apresentou-me a Thelma Garcia, que estava a dissolver a organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos em Los Angeles. Fomos l\u00e1 com ele, encontr\u00e1mo-nos com a (Kate) e fund\u00e1mos o fundo juntos. E aqui estamos n\u00f3s, a dar bolsas de estudo hoje. E tudo come\u00e7ou, pode dizer-se, como os ossos de dinossauro, e estar ali e sentir que o tempo n\u00e3o tem fim e que fazemos parte de tudo isto. Aqui est\u00e3o dois rapazes de 5 anos que cresceram juntos e que agora me influenciaram a divertir-me no VCCF.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Porque \u00e9 que o apoio \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante para si?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, h\u00e1 uma esp\u00e9cie de mudan\u00e7a de paradigma sobre os benef\u00edcios da educa\u00e7\u00e3o. Talvez seja porque, atualmente, os estudantes se formam com tantas d\u00edvidas que nunca poder\u00e3o realmente prosperar. Mas no meu tempo, a educa\u00e7\u00e3o mudou vidas e mudou a minha vida. As pessoas que conheci afectaram-me de uma forma que foi maior do que a minha vida. Achei que era uma mudan\u00e7a de vida ter acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, e seria \u00f3timo participar de alguma forma para ajudar um indiv\u00edduo a ter mais oportunidades, porque n\u00e3o s\u00f3 fica mais capacitado e melhorado na sua vida pessoal, como tamb\u00e9m afecta todas as vidas \u00e0 sua volta. Depois, tornam-se modelos, especialmente em Santa Paula, para os seus irm\u00e3os, os seus primos e a comunidade em geral.<\/p>\n\n\n\n<p>E eu adoro contar a hist\u00f3ria, que provavelmente j\u00e1 toda a gente est\u00e1 farta de ouvir, e vou cont\u00e1-la a voc\u00eas: Mike Nava participou no nosso programa-piloto em 1999 e recebeu a nossa primeira bolsa de estudo. Foi para a universidade e hoje \u00e9 doutorado em estat\u00edstica e matem\u00e1tica. D\u00e1 aulas na (Universidade de Santa Barbara, Calif\u00f3rnia). Um ano depois de termos tido a nossa primeira reuni\u00e3o do comit\u00e9 de bolsas de estudo, entra Mike Nava. Ele chega e diz: \"Ol\u00e1, Sra. Sepulveda!\", puxa a cadeira, senta-se e eu pergunto: \"Mike, o que est\u00e1s aqui a fazer?\" E o Mike responde: \"Agora fa\u00e7o parte do comit\u00e9!\" Foi um momento de c\u00edrculo completo, <em>porqu\u00ea<\/em> O Sr. Henderson, que faz tudo isto, entra pela porta e senta-se ao meu lado \u00e0 mesa connosco, lendo bolsas de estudo, promovendo outras pessoas a tornarem-se como ele. Ele entra e passa o seu tempo a dar explica\u00e7\u00f5es na escola secund\u00e1ria ou nas faculdades comunit\u00e1rias. Ele \u00e9 not\u00e1vel. \u00c9 por isso que fazemos o que estamos a fazer, e ele \u00e9 a prova disso. Agora \u00e9 um colega. \u00c9 como o momento do dinossauro de que vos falei h\u00e1 pouco.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cliente doadora da VCCF em destaque este m\u00eas, Catherine Sepulveda, traz uma perspetiva \u00fanica para a sua filantropia como copresidente da VCCF Donor Peer Network, para al\u00e9m da sua lideran\u00e7a na...<\/p>","protected":false},"author":5,"featured_media":19429,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"give_campaign_id":0,"footnotes":""},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-19423","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog-posts"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vccf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19423","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vccf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vccf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vccf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vccf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19423"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/vccf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19423\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vccf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19429"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vccf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19423"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vccf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19423"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vccf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19423"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}