{"id":20839,"date":"2022-03-28T14:10:00","date_gmt":"2022-03-28T14:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/vccf.org\/?p=20839"},"modified":"2025-01-29T07:47:14","modified_gmt":"2025-01-29T07:47:14","slug":"vccf-donor-spotlight-interview-with-meenal-and-kris-kelkar-by-daniel-whitworth","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vccf.org\/pt\/vccf-donor-spotlight-interview-with-meenal-and-kris-kelkar-by-daniel-whitworth\/","title":{"rendered":"Destaque para os doadores da VCCF: Entrevista com Meenal e Kris Kelkar"},"content":{"rendered":"<p>O estagi\u00e1rio da VCCF, Daniel Whitworth, teve a oportunidade de falar com os doadores de longa data da VCCF, Kris e Meenal Kelkar, e saber mais sobre eles. Kris e Meenal nasceram na \u00cdndia e vieram para os EUA ainda jovens. Casaram-se depois da faculdade e mudaram-se juntos para a Costa Oeste, vivendo no Condado de Ventura nos \u00faltimos 27 anos. Meenal e Kris reformaram-se em 2013 e, desde ent\u00e3o, concentram-se na forma como podem utilizar os seus talentos para servir a comunidade e tornar o mundo um lugar melhor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Descreva a primeira vez que retribuiu \u00e0 sua comunidade, quer tenha sido atrav\u00e9s de filantropia, voluntariado ou outra forma.<\/strong><br><strong>K:<\/strong>&nbsp;N\u00e3o fui criado com uma boa base de filantropia, especialmente quando estava a trabalhar em alta tecnologia. Eu era muito mais um seguidor e deixava o Meenal liderar. Por isso, s\u00f3 muito recentemente \u00e9 que fiquei muito mais em contacto e consigo articular o que procuro na minha filantropia. E, para mim, o que realmente motiva a minha filantropia \u00e9 alguma forma de transforma\u00e7\u00e3o. Transforma\u00e7\u00e3o pessoal, transforma\u00e7\u00e3o de grupo, transforma\u00e7\u00e3o da comunidade. Quando o resultado \u00e9 que as pessoas se sentem mais capacitadas, mais capazes de criar novas possibilidades para si pr\u00f3prias, para as suas comunidades e para as suas fam\u00edlias, etc.<br><strong>M:<\/strong>&nbsp;Tenho, de certa forma, um passado que parece invulgar no que diz respeito \u00e0 comunidade, mas depois apercebo-me de que, na verdade, talvez seja mais comum do que pensava. Quando vim para este pa\u00eds, em 1967, tinha menos de um ano de idade e o pediatra disse aos meus pais para deixarem de falar comigo na minha l\u00edngua materna, caso contr\u00e1rio eu ficaria confuso quando fosse para o jardim de inf\u00e2ncia. Por isso, voltava para a \u00cdndia e nunca sentia que pertencia l\u00e1, porque n\u00e3o sabia falar a minha l\u00edngua materna e, nos Estados Unidos, como era indiano num s\u00edtio onde n\u00e3o havia muitos indianos, sentia que havia uma faixa onde nunca pertencia.<br>Por isso, sempre procurei a comunidade e penso que a primeira vez que a encontrei foi em 2002, quando soube que o ministro s\u00e9nior da Igreja Metodista Unida de Camarillo tinha come\u00e7ado a organizar estas palestras sobre as diferentes religi\u00f5es e filosofias do mundo ap\u00f3s o 11\/9. Lembro-me que fui l\u00e1 e foi realmente a primeira vez que me senti numa comunidade porque toda a gente estava a aparecer sabendo que era necess\u00e1ria uma mudan\u00e7a. Eu podia falar e a minha voz era bem-vinda, n\u00e3o tinha de saber as respostas, mas que, de alguma forma, juntos ir\u00edamos encontrar o nosso caminho e acho que nunca tinha pensado nisso dessa forma. Acho que essa foi a minha primeira experi\u00eancia com a comunidade e, depois, at\u00e9 fui convidada a juntar-me \u00e0 igreja, apesar de estar sempre a dizer que n\u00e3o era crist\u00e3, e foi do g\u00e9nero: \"N\u00e3o, queremos pessoas como tu. Queremos diferen\u00e7as de opini\u00e3o, porque \u00e9 assim que aprendemos uns com os outros\". Fui ent\u00e3o convidado para dar cursos e orientar medita\u00e7\u00f5es, e essa foi a minha primeira oportunidade de retribuir.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que \u00e9 que o inspira a dar?<\/strong><br><strong>M:<\/strong>&nbsp;Em parte, porque n\u00e3o temos filhos e, por isso, muitas vezes, para muitas pessoas, mudar o mundo ou deixar o mundo num lugar melhor do que quando cheguei est\u00e1 frequentemente ligado a ter filhos ou netos. Mas para n\u00f3s, na aus\u00eancia de filhos, \u00e9 porque estamos no Condado de Ventura h\u00e1 mais tempo do que alguma vez vivemos em qualquer outro lugar nas nossas vidas; \u00e9 a nossa casa. Tenho tend\u00eancia para ser uma pessoa de causas profundas. Prefiro resolver as coisas na origem, para encontrar a solu\u00e7\u00e3o e n\u00e3o ter de continuar a lidar com as ramifica\u00e7\u00f5es da situa\u00e7\u00e3o. Por isso, sinto que existem agora muitas oportunidades no condado de Ventura, dada a dimens\u00e3o do condado, dado que os l\u00edderes se conhecem uns aos outros, dada a forma como se uniram, como depois do inc\u00eandio de Thomas, do inc\u00eandio de Woolsey e depois durante a Covid. Todas essas coisas convidaram-nos a pensar de uma nova forma, porque a necessidade era muito grande.<br><strong>K:<\/strong>&nbsp;Gosto de apoiar esfor\u00e7os e organiza\u00e7\u00f5es que ensinam as pessoas a pescar em vez de se limitarem a dar-lhes peixe. O que tamb\u00e9m me inspira \u00e9 procurar novas formas de fazer as coisas que realmente abram novas possibilidades para criar o tipo de mundo em que quero viver. E, por isso, como \u00e9 que trabalhamos melhor em conjunto, como \u00e9 que trabalhamos entre organiza\u00e7\u00f5es, porque os problemas que temos n\u00e3o s\u00e3o apenas estruturais, mas s\u00e3o maiores do que qualquer organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos. Ent\u00e3o, como \u00e9 que trabalhamos em conjunto para nos concentrarmos em coisas que criam novas possibilidades?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tem alguma organiza\u00e7\u00e3o local sem fins lucrativos espec\u00edfica com a qual se relaciona atrav\u00e9s dos seus donativos?<\/strong><br><strong>M:<\/strong>&nbsp;O nosso donativo mais consistente tem sido a CAUSE (Central Coast Alliance United for a Sustainable Economy). Costum\u00e1vamos estar envolvidos no Fundo de Justi\u00e7a Social, que era um dos fundos da VCCF, e faz\u00edamos doa\u00e7\u00f5es como um c\u00edrculo de doa\u00e7\u00f5es. Conced\u00edamos subs\u00eddios a esfor\u00e7os de organiza\u00e7\u00e3o da comunidade local. Parecia que todas as ideias inovadoras que estavam a surgir, de uma forma ou de outra, a CAUSE estava nos bastidores a impulsionar essas coisas, da melhor forma. A CAUSE tem uma longa hist\u00f3ria de organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e de ensino de pessoas que foram deixadas de fora do processo, como participar no processo e ver alguns resultados realmente profundos.<br><strong>K:<\/strong>&nbsp;CAUSE tamb\u00e9m tem este tema de ativar a comunidade. Trata-se de ajudar a comunidade a sentir-se capacitada. Em vez de serem eles pr\u00f3prios a defender a mudan\u00e7a, ajudam a comunidade a compreender as ramifica\u00e7\u00f5es da mudan\u00e7a e ajudam-na a defender-se a si pr\u00f3pria. A outra organiza\u00e7\u00e3o que me veio \u00e0 cabe\u00e7a foi o Family Justice Center. Considero o Centro de Justi\u00e7a Familiar inspirador porque s\u00e3o muitas organiza\u00e7\u00f5es diferentes que se juntam para prestar servi\u00e7os a um determinado grupo de clientes. Mas \u00e9 centrado no cliente. Assim, uma pessoa n\u00e3o tem de percorrer toda a cidade e preencher trinta tipos diferentes de papelada e negociar quarenta labirintos diferentes para obter os servi\u00e7os que lhe est\u00e3o dispon\u00edveis.<br>A outra organiza\u00e7\u00e3o que eu incluiria \u00e9 a Future Leaders of America. Sinto-me inspirado pelo envolvimento dos jovens e n\u00e3o \u00e9 apenas do ponto de vista do cliente; \u00e9 tamb\u00e9m do ponto de vista do pessoal que \u00e9 muito jovem. Sinto-me muito esperan\u00e7ado ao ver os jovens a darem um passo em frente e a ensinarem a outros jovens compet\u00eancias que lhes permitem criar mudan\u00e7as no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual \u00e9 o seu melhor conselho para outras pessoas que gostariam de fazer a diferen\u00e7a?<\/strong><br><strong>M:<\/strong>&nbsp;Tudo \u00e9 necess\u00e1rio, por isso descubra aquilo que o apaixona e comece por a\u00ed. Todos n\u00f3s temos uma pe\u00e7a do puzzle, por isso n\u00e3o \u00e9 que uma pe\u00e7a do puzzle seja maior ou mais valiosa do que as outras, e depois tudo tem de se juntar.<br><strong>K:<\/strong>&nbsp;Descobre o que \u00e9 importante para ti e liga-te realmente ao que queres que o mundo seja e encontra coisas que estejam alinhadas com isso.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VCCF\u2019s intern Daniel Whitworth had the opportunity to speak with longtime VCCF donors Kris and Meenal Kelkar and learn more about them. 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